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Primeira Guerra Mundial - Breve Introdução

 A Primeira Guerra Mundial começou devido a um conflito de interesses entre rivalidades coloniais e imperialistas e de um revanchismo de guerras passadas como a Guerra Franco-Prussiana (1870) e a Guerra Russo-Japonesa (1904). O Pan-eslavismo e o Pan-germanismo, ideologias marcadas pela expansão territorial e política, trouxeram um sério problema internacional e, por fim, bélico. 

“Embora o interesse pelo continente [africano] já existisse, a descoberta de diamantes na África do Sul e a abertura do Canal de Suez reacendem a saga da ocupação” (FEITOSA, 2016: 89). Uma guerra que começou por interesses imperialistas e nacionalistas se alestrou por toda a Europa, chegando à África e à Ásia. No final, como Mário de Andrade disse no poema Os carnívoros, presente em seu livro Há uma gota de sangue em cada poema (1917):

“Tudo será colheita e riso. – Então, depois de tantas fomes e misérias, de tantas alegrias apagadas, de tantas raivas deletérias, os celeiros de novo se encherão. Mas o trigo abastoso dos celeiros relembrará o sangue, a vida, os penosos momentos derradeiros duma geração toda destruída…” 

Os interesses das grandes nações numa espécie de Neocolonialismo deixaram marcas profundas não apenas nos países africanos e asiáticos, que sentiram a colonização na pele, mas no seu colonizador que se degladiava por conquistas territoriais e influências político-econômicas.

Entretanto, diferente das guerras anteriores, o largo emprego da tecnologia moderna já consolidada com a revolução industrial nunca tinha sido feito até então como na Primeira Grande Guerra. Rapidamente, os exércitos perceberam que não poderiam se locomover tanto devido a ambas as partes dos envolvidos terem meios de comunicação e locomoção muito mais rápidos do que os que eram empregados anteriormente, além da utilização de ferroviais e aviões. Logo, os avanços terrestres inimigos eram impedidos devido a uma rápida organização e mobilização que era possibilitada agora às tropas defensivas, sendo então a guerra marcada pelas trincheiras, onde durante três anos suas fronteiras não andaram mais de 18 quilômetros até ocorrer o maior movimento alemão, devido ao medo dos Estados Unidos entrarem na guerra. 

O que aconteceu: a "Ofensiva do Kaiser", como foi chamada. Entretanto, ela foi sendo derrotada e seus aliados como a Bulgária e a Áustria-Hungria depuseram as armas para a França, Inglaterra e Estados Unidos, tendo este entrado no lugar da Rússia. Isso levou a derrota da Tríplice Aliança, alimentando um revanchismo que culminaria na Segunda Guerra Mundial, pois o Tratado de Versalhes imposto pelos membros da Tríplice Entente responsabilizava completamente os alemães da guerra.

Referência: http://m.folha.uol.com.br/mundo/2008/11/466294-veja-como-a-primeira-guerra-mudou-o-mapa-da-europa.shtml

O Tratado de Versalhes restruturou as fronteiras da Europa, fazendo com que a Alemanha devolvesse os territórios por ela anexados, além de estabelecer as ideias que originariam outros tratados como o de Saint-Germain que exigia da Áustria o reconhecimento da soberania da Hungria, a cessão de territórios ao reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, que depois tomou o nome de Iugoslávia, à Checoslováquia, Polónia, Roménia e Itália, e também a aceitação de regulamentos sobre minoriais étnicas e clásulas militares. Da mesma forma o Tratado de Neuilly-sur-Seine, em 1919 determinava cessões territoriais que a Bulgária deveria fazer. Muitos foram os “acordos” (a maioria de vontade unilateral) originados a partir do fim da Primeira Guerra Mundial na qual a Entente impôs sobre os derrotados da tríplice aliança.

Referências

FEITOSA, S. Da Revolução Francesa até nossos dias: Um olhar histórico. Curitiba. Curitiba: Intersaberes, 2016

MORAES, Luís Edmundo. História contemporânea: da Revolução Francesa à Primeira Guerra Mundial. São Paulo: Contexto, 2017

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